AD Fratres

Edição 2021 do primeiro número da 2ª Série da Revista do Supremo Conselho para Portugal dos Soberanos Grandes Inspectores Gerais do 33º e Último Grau do Rito Escocês Antigo e Aceite. Com publicação Semestral

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Revista Zenit (invierno)

Revista Zenit Nº54 do Supremo Consejo del Grado 33 y último del REAA para Españ

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Capitulo Ibéria

Convento de Mafra em 11 de Maio de 2019

Cumprindo uma tradição que se repete duas vezes ao ano, os IIr dos Supremos Conselhos do 33º e último Grau do REAA de Portugal e Espanha reuniram em conjunto, numa sessão fraterna que une os maçons ibéricos sob o espírito do escocismo rosacruciano.

Estes encontros, realizados alternadamente em Portugal e em Espanha, têm constituído um factor essencial para um cada vez maior conhecimento mútuo, base fundamental para o aprofundamento da amizade entre os maçons dos dois países ibéricos e o reforço do espírito fraternal e universalista que caracteriza o escocismo. Importa por isso ressaltar o empenho que todos os Soberanos Grandes Comendadores dos dois países irmãos têm dedicado ao aprofundamento das relações entre os dois Supremos Conselhos de que os encontros do Capítulo Ibéria são, naturalmente, um ponto alto. Jesús Soriano Carrillo, Felipe Llanes Menéndez, Agostinho Garcia e Manuel Alves de Almeida, têm sido fiéis continuadores desse ímpeto inicial.

Especial importância é dada nestes encontros à divulgação de espaços identitários das diversas comunidades ibéricas, tendo por base a ideia de que a sua diversidade é, talvez a maior riqueza de que dispomos. Importa conhecê-la porque só defendemos o que amamos e só amamos o que conhecemos ou ambicionamos conhecer.

Mafra, com o seu palácio, o seu convento e a sua basílica, deu corpo ao cenário que elevou os IIr presentes a um nível superior de compreensão das relações alquímicas e cabalísticas estabelecidas entre o edifício setecentista e os quatro elementos, terra, água, ar e fogo. 

Tendo em conta que entre as cerca de seis dezenas de IIr presentes se encontravam muitos espanhóis para quem Mafra constituiu uma insinuante surpresa, a comparação entre Mafra e o Escorial foi uma constante, sobretudo quando todos nos deleitámos com a observação da imensa sabedoria exposta na Biblioteca, desenhada por Manuel Caetano de Sousa (1738 - 1802), com planta em cruz latina, cobertura de caixotões em mármore branco, pavimento em mármore axadrezado rosa, preto e branco, e com elegantes estantes rococó em talha branca.

Especial interesse foi dedicado à interpretação simbólica do espaço basilical e ao percurso iniciático que nele se desenha a longo dos diversos pontos energéticos, como se de um novo Templo de Salomão se tratasse, com as duas colunas representadas pelas torres sineiras e o sanctum sanctorum unindo o mundo etéreo ao mundo ctónico através do zimbório que se ergue sobre tambor vazado por oito janelas.

Para além da visita ao palácio e dos momentos de convívio fraterno proporcionados durante a manhã e a tarde, encontro foi coroado por dois momentos especialmente marcantes. Em primeiro lugar a sessão ritual aberta a todos os IIr dos dois Supremos Conselhos que decorreu num ambiente de serena fraternidade e durante a qual os dois Soberanos Grandes Comendadores tiveram ocasião de apresentar um balaústre no qual reconheceram ser imprescindível a «tarefa da busca de um novo projecto de convivência, de outros costumes e hábitos de pensamento e de acção, de um lugar próprio (ethos) construído por todos os homens e para todos os homens» como resposta aos perigos que se avolumam em torno dos populismos e dos nacionalismos novamente emergentes.

O fraternal ágape foi um momento de partilha, mas também já de saudade e despedida até ao novo encontro do Capítulo Ibéria, desta vez em Toledo, onde os nossos laços continuarão a reforçar-se em favor do universalismo escocista.

Tomada de posse do Soberano Grande Comendador

Investidura do Muito Poderoso Soberano Grande Comendador, Ilustríssimo Irmão Manuel Alves Almeida, 33º.

Em 14 de Abril, em Lisboa, teve lugar a Cerimónia de posse do Muito Poderoso Soberano Grande Comendador, Manuel Alves Almeida, 33º, eleito para o quinquénio 2018 a 2023.  Estiveram presentes várias Delegações dos Supremos Conselhos em Amizade, dos Corpos Rituais Nacionais, da Grande Loja Legal de Portugal e Obreiros do nosso Supremo Conselho, distribuídos pelos Corpos Subordinados, a que se seguiu um Jantar de Gala.

 

XIX CONFERÊNCIA MUNDIAL DE SUPREMOS CONSELHOS

PORTUGAL, MAIO DE 2015

O Supremo Conselho para o Portugal organizou em Lisboa, de 13 a 17 de Maio do corrente, a XIX Conferencia Mundial dos Supremos Conselhos.

O tema escolhido para a conferência foi:

CAMINHOS PARA UM FUTURO MAIS HUMANO

Contribuições do REAA

Horizontes para o pacto Social e para um pacto Natural

A missão da Maçonaria na formação de líderes capazes de encontrar novos caminhos para a sociedade através de acções esclarecidas, novas perspectivas e novas propostas baseadas em sólidos princípios éticos e morais.

Relembremos pela sua importância excertos da alocução de abertura da Conferência feita pelo seu Presidente, o MP Soberano Grande Comendador Para Portugal, o Ill Ir Agostinho Garcia após afirmar que o nosso Rito e a Maçonaria em geral são Academias no sentido Platónico do termo; locais onde “se erguem templos à Virtude e masmorras ao Vício”, com vista à difusão da Felicidade.

É a contribuição para a vida profana, para a qual estamos vocacionados, que justifica a nossa própria existência de maçons do Rito Escocês Antigo e Aceite já que, para além do nosso próprio aperfeiçoamento individual, visamos o bem do Homem e a harmonia da sua vida em Sociedade.

Não cabendo ao Rito a discussão de teorias políticas ou económicas e muito menos, a sua aplicação prática, tornasse, no entanto, imperativo, no quadro dos seus Princípios e regras universalmente aceites, o contribuir para a Felicidade do Homem.

O virar do século, o aparecimento de novas ideologias políticas ou a sua reformulação, o surgimento de falhas no modelo económico-financeiro mundial, a crise existencial experimentada por grande parte da população, as perspectivas sombrias do futuro próximo para a esmagadora maioria da Juventude, apresentam novos desafios à Maçonaria, cuja complexidade é semelhante daqueles que, ao longo da História, têm feito a Arte Real reinventar-se a si mesma, se não na sua essência, pelo menos na sua projecção para o Mundo Exterior.

Nestes tempos algo conturbados, em que o descontentamento dos povos parece roçar já os limites da revolta – mais ou menos patente, cabe certamente aos Maçons, enquanto iniciados nos mistérios da condição humana, um papel preponderante na tarefa de lhes devolver a esperança.

Que é chegado o momento em que os Maçons têm de intervir na criação das condições básicas para um novo Contrato Social, e no estabelecimento de um Pacto Natural, suficientemente abrangente a nível mundial, que permita aos diversos Povos, Nações e Estados, a prossecução das boas práticas da vida em sociedade.

Temos pois que transmitir para fora do Templo, aquilo que antevimos no seu interior.

Estiveram presentes na Conferência 39 Supremos Conselhos e 103 participantes, Delegados e Observadores.

Por consentimento unânime a primeira intervenção da Conferência coube ao Presidente da Confederação de Supremos Conselhos Europeus, Jean-Luc Fauque, 33.º, Soberano Grande Comendador para a França, para uma apresentação sobre os fins e objectivos da mesma e trabalho entretanto realizado.

Seguiram-se as diversas comunicações dos vários Supremos Conselhos na Conferência versando o tema escolhido pelo Supremo Conselho organizador trouxe uma ampla e profunda reflexão a todos os participantes presentes.

Os temas, bem como a galeria de fotos e filme, que resume o evento, encontram-se disponíveis para consulta por acesso ao site da XIX Conferência e estará disponível até à próxima Conferência Mundial a realizar daqui a cinco anos.

De salientar o programa social que incluiu:

Visita das senhoras a Oceanário de Lisboa Considerado como o melhor aquário da Europa e o segundo melhor aquário do mundo.

Jantar com audição de fados, canção nacional portuguesa e património da humanidade, interpretados por Joana Viega e pelo IIl Ir João Pestana Dias, em salão de um dos principais edifícios do Terreiro do Paço, que se constitui como uma verdadeira sala de visitas de Lisboa;

Jantar de gala que se realizou na sala do trono do Palácio Real de Queluz, com audição da soprano Patrycja Gabrel, do tenor Bruno Almeida acompanhados ao piano por Lilian Kopke.

Visita ao mais emblemático palácio maçónico português, o “Palácio da Regaleira” em Sintra, bem como a parte emblemática e monumental da cidade de Lisboa em prol dos descobrimentos (Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos e monumento das Descobertas);

Jantar em instalações da Marinha Portuguesa junto ao Oceano Atlântico com audição de cantares alentejanos, canção regional portuguesa e, também ela, património da humanidade interpretados por Coral Operário Alentejano do Centro Cultural das Paivas.

Cumpre salientar neste espaço o ambiente de grande fraternidade e tolerância que reinou entre todos os membros da conferência bem como o envolvimento activo dos membros do Supremo Conselho para Portugal que de uma forma voluntária se empenharam nas mais diversas tarefas quer na organização, quer no acompanhamento da Conferência, quer ainda nos diversos eventos sociais, factores esses que, no seu conjunto, determinaram o bem-estar, a alegria e a satisfação vivenciada no evento.